quinta-feira, 7 de abril de 2022

 


EDITORIAL

O SALTITÃO JÁ FAZ DOIS ANOS! PARABÉNS AO JORNAL DA NOSSA ESCOLA E A TODOS OS JORNALISTAS DE PALMO E MEIO!

O número 1 d’O Saltitão saiu em Dezembro de 2019, durante o ano letivo de 2019/2020. Os alunos do 4.º ano que frequentavam a Atividade de Enriquecimento Curricular (AEC) Jornalistas de Palmo e Meio decidiram (e bem!) editar um jornal em papel e em formato digital para despertar nas crianças e jovens do nosso Agrupamento o interesse pela comunidade e o gosto pela interação com o outro. 

Desde o primeiro número, os Jornalistas de Palmo e Meio têm respondido às perguntas QUANDO? ONDE? QUEM? COMO? PORQUÊ? sobre vários assuntos que consideram ser importantes para levar ao conhecimento de todos. 

Usando linguagem jornalística, muitas fotografias e ilustrações feitas à medida para cada artigo, têm entrevistado pessoas da nossa terra, divulgado acontecimentos, explorado temas do seu interesse, pesquisado notícias «fresquinhas» e têm-nos divertido com piadas, adivinhas e muitos quebra-cabeças. 

E este ano temos muitos mais jornalistas na nossa redação – aos alunos do 4.º ano juntaram-se os alunos do 3.º ano! 

Sabemos que O Saltitão já faz parte das tuas leituras habituais. Esperamos que tenhas um Bom Natal e, não te esqueças, DÁ-NOS NOTÍCIAS!

 

GRANDE ENTREVISTA





A LEVAR DESTINOS PARA A FRENTE

ANA PAULA TRAVASSOS

DIRETORA DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CASTELO DE VIDE


Nesta edição d’O Saltitão decidimos entrevistar a Prof.ª Ana Paula Travassos, diretora do Agrupamento de Escolas de Castelo de Vide. No dia 9 de dezembro, quase à beirinha das férias do Natal, encontrámo-nos na Biblioteca Escolar do 1.º Ciclo, conversámos, fizemos muitas perguntas e ficámos a conhecer melhor a diretora da nossa escola.


O SALTITÃO - Olá, boa tarde! Obrigado por aceitar o nosso convite. Onde nasceu?

ANA PAULA TRAVASSOS - Nasci no Porto, na freguesia de Ramalde, mas a minha família é açoriana, das ilhas de São Miguel e de Santa Maria.

Gosta mais da comida daqui ou do Porto?

No nosso país o que não falta é uma gastronomia de excelência. Em Portugal come-se muito bem! No Porto a comida é excelente, a doçaria é excelente, mas aqui no Alto Alentejo também é. É muito difícil para mim dizer onde é que se come melhor… come-se melhor nos dois sítios. Come-se bem em todo o país, porque realmente somos um país com boa tradição gastronómica, conventual, regional. Temos excelentes produtos nacionais, regionais, portanto é uma arte que honra muito os portugueses.

Quantos filhos tem?

Eu não tenho filhos. Mas houve uma menina que cresceu comigo, e que vive atualmente em Berlim, que eu ajudei a educar e de que gosto como se fosse minha filha.

Qual é o seu filme favorito?

Tenho muitos filmes favoritos! É difícil indicar apenas um! Sempre gostei e continuo a gostar muito de cinema e também leio muito sobre a história do cinema. Da minha longa lista de favoritos, vou citar apenas alguns filmes que revejo sempre que posso como “O Espelho”, “1900”, “Identificação de Uma Mulher”, “Lawrence da Arábia”, “Só os Amantes Sobrevivem”, todos os filmes do James Bond e, claro, os inigualáveis filmes de Charlie Chaplin.


Qual é o género musical que mais gosta?

Quanto ao meu género musical preferido coloca-se o mesmo problema: é difícil indicar apenas um. Exemplos como Música Clássica, Rock ‘n’ Roll, Blues, Jazz, Indie, Vanguarda, entre outros, acompanharam sempre a minha vida e continuam a fazer parte dela. Quando trabalho concentradamente, oiço sempre música clássica. Outros géneros musicais oiço noutras ocasiões, em convívio com amigos, ou pelo simples prazer de ouvir. Quando estou em casa, há sempre música no ar! É muito bom ouvir música!

Qual é a sua cor preferida?

Tenho duas: o branco e o preto. Não são opostas, complementam-se. São duas cores lindas que me dizem tudo; são fortes, têm os seus segredos, a sua alegria, o seu brilho e são as cores com que me sinto melhor.

Qual é o seu momento mais feliz na escola?

São todos! Há dias melhores, dias piores, - como na vida de toda a gente –, mas normalmente quando venho para a escola venho motivada, com vontade de trabalhar convosco, com os professores, com os funcionários, com a comunidade em geral… E os momentos mais felizes são quando sei que os alunos estão a gostar da escola, quando sei que há projetos bons, quando sei que a escola foi homenageada, quando sei que as pessoas estão contentes, quando sei que alguma coisa correu bem, quando sei que vocês tiveram bons resultados escolares, quando sei que trouxeram medalhas do desporto escolar… Esses serão os dias mais felizes. Mas um diretor não pode ir para a escola a pensar que o dia vai ter momentos infelizes, porque nessa altura é melhor ficar em casa.

Porque é que é diretora?

Faço parte da Direção da Escola desde 2007/2008, tendo já integrado equipas diretivas em anos anteriores. Em 2009, fui eleita Diretora do nosso Agrupamento. Porquê? Gosto da vossa pergunta. Na verdade, às vezes, deveríamos perguntar a nós próprios o que nos moveu ou move para desempenhar determinadas funções. Ajudaria a refrescar os nossos propósitos e a refletir sobre o que realmente importa fazer!... Em primeiro lugar, sou diretora porque sempre gostei da minha profissão, ser professora, e sempre desejei contribuir para melhorar a nossa escola. Aceitei o desafio porque alguns professores, funcionários e alunos me convidaram a avançar. Este gesto deu-me, naturalmente, muita força, e fez-me acreditar que era possível mudar, envolvendo todos num projeto comum, o que tem vindo a acontecer. E vocês, hoje, aqui, como pequenos jornalistas, reforçam essas razões: a vossa alegria, a vossa criatividade, os projetos em que participam, são o modelo de Escola em que acredito e que desejo continuar a construir convosco.






Como é que consegue fazer tantas tarefas ao mesmo tempo?

Também é uma excelente pergunta… É como vocês, que fazem muitas coisas ao mesmo tempo. Nós fazemos muitas coisas ao mesmo tempo quando gostamos das coisas que fazemos, e estamos motivados, e temos uma força que nos impele para fazer várias coisas ao mesmo tempo, pensar nelas ao mesmo tempo e resolvê-las quase no mesmo tempo. Isto é motivação, é compromisso, e alguma concentração que é necessária e o cargo assim o exige. Como diretora não posso só fazer uma coisa por dia, tenho de fazer muitas coisas por dia. Mas não sou a única. Toda a gente que trabalha hoje em dia, e vocês que também estudam, fazem muitas coisas ao mesmo tempo sem se aperceber.

A violência e o bullying na escola é um tema que nos preocupa. O que tem feito a escola para evitar estas situações?

Sabendo que é um problema que está nas escolas de hoje em dia, a nossa escola tem, de há alguns anos a esta parte, dinamizado ações de formação e sensibilização junto dos alunos recorrendo à «Escola Segura», recorrendo ao Serviço de Orientação e Psicologia, recorrendo a outros parceiros que têm vindo à escola para fazer sessões formativas e informativas junto dos alunos, dos professores e funcionários sobre esta questão. Até à data, não temos tido casos alarmantes e a comunidade (funcionários, professores, alunos e encarregados de educação) tem estado atenta. Sempre que se denotam sinais de crianças que estão mais isoladas, ou que não querem vir para a escola, ou que têm medo de vir para a escola, temos atuado de imediato no sentido de perceber o que está a acontecer; e neste momento posso afirmar que não temos sinais nem casos evidentes de bullying. Mas estamos sempre atentos e ainda este ano fizemos uma sessão para o 1.º ciclo e para o 2.º ciclo sobre bullying, precisamente para informar os alunos que é uma situação preocupante, uma situação de infelicidade e de discriminação que nós não podemos permitir na nossa sociedade e muito menos nas nossas escolas.

Porque é que não há balizas no campo de futebol desta escola (EB1 de CV)?

Desde já, é uma excelente pergunta. E a diretora vai ter que responder a este problema juntamente com a autarquia, visto que as instalações são da responsabilidade da autarquia. E sei que uma vez que nós falemos sobre este assunto, haverá toda a boa vontade para colocar duas balizas para poderem jogar futebol. Tal como arranjar o tartan, que já está um bocadinho danificado, e algumas placas levantadas; sei que há muitas quedas, portanto, vamos arranjar isto e eu prometo que terão um campo como deve ser para brincar e para jogar.

Porque é que não há escalada na Escola?

É uma pergunta interessante, porque há escolas com paredes de escalada… A nossa escola não tem porque até à data ainda não vimos condições para uma parede segura que possa ser adaptada para escalada. Mas não é nada que não se possa vir a fazer. A escola está em obras porque tem vindo a ficar um pouco degradada ao longo dos anos; mas agora, com a escola nova, a escola-sede nova, que está a ser requalificada, podemos pensar numa parede com toda a segurança para que os alunos possam vir a ter escalada. De qualquer maneira, haverá de certeza na comunidade outros equipamentos que poderiam ser equipados para esta modalidade. Mas é uma boa questão! Vou registá-la e tentarei dar uma resposta aqui na escola junto com as instituições parceiras do Agrupamento.

O que aconteceu ao Luís?

O que é que aconteceu ao Luís? Ao Luís Batista! É uma excelente pergunta… Eu sei que ele faz atividades incríveis com os alunos, que é um animador excelente e sei que os alunos gostam imenso dele e nós também. Temos imensa pena que não possa estar connosco a tempo inteiro, mas ele foi requisitado pela Câmara Municipal para trabalhar durante este período de Natal em animação. Mas aquilo que nos foi dito é que ele vai voltar para a escola. Portanto, vamos esperar que em janeiro vocês já possam contar com o Luís Batista; e, vamos todos ficar contentes porque é uma pessoa excelente a trabalhar na escola e que tem feito um ótimo trabalho como animador… e sabemos que os alunos gostam muito dele!

FELIZ NATAL 2021!

quarta-feira, 6 de abril de 2022

SUGESTÕES PARA AS FÉRIAS DO NATAL




Aqui n’O Saltitão queremos que aproveites ao máximo as tuas férias! Por isso, deixamos-te algumas sugestões para que não te faltem ideias sobre o que fazer nestes dias.

• Ir à Serra da Estrela;

• Ir à Aldeia de Natal e à pista de gelo;

• Cozinhar um bolo de chocolate;

• Ver o filme “Crónicas de Natal”;

• Brincar em família;

• Dormir quentinho até tarde;

• Desenhar postais de Natal e enviar à tua família e amigos.




FORMIGOS DE BOLO-REI

Uma receita para aproveitar as sobras do Bolo-rei!

INGREDIENTES

400 ml de leite

200 gr de sobras de bolo-rei

1 ovo

1 pau de canela

40 gr de frutos secos (passas, nozes, avelãs...)

canela em pó

casca de limão

PREPARAÇÃO

Começa por cortar o bolo-rei em pequenos pedaços e coloca-o no leite frio. Quando estiver bem hidratado esmaga-o com uma colher de pau. Leva este preparado ao lume, com a canela e a casca de limão. Quando estiver quente, junta o ovo, mexe bem, e volta a levar ao lume. Por fim, deita numa tigela, junta os frutos secos e polvilha com canela. E agora, bom apetite!!!

(receita adaptada do livro “Natal Saudável com Desperdício Zero”, do chef Fábio Bernardino, e disponível online)

 

LANÇAMENTO DO LIVRO  "A NOSSA BARRAGEM"


No ano letivo de 2020/2021 os alunos do 1.º, 2.º e 3.º Ciclos do nosso Agrupamento participaram em várias oficinas da Fábrica de Histórias, onde escreveram e ilustraram um livro e criaram personagens e cenários, narraram, filmaram e realizaram dois filmes sobre a Barragem e a Albufeira de Póvoa e Meadas.



O lançamento do livro “A Nossa Barragem” aconteceu no final do ano letivo, em julho, no Cineteatro Mouzinho da Silveira, onde estiveram presentes os alunos-autores do 1.º e 2.º Ciclos, professores, mediadores e outros convidados. Devido às restrições impostas pela pandemia não pudemos fazer o lançamento junto à Barragem de Póvoa e Meadas como estava previsto, mas foi uma GRANDE festa! Gostámos muito de ver o nosso livro impresso e de ver pela primeira vez o filme de animação que agora está disponível no YouTube da Fábrica de Histórias. 


No final do espetáculo, todos os alunos receberam um exemplar do livro da sua autoria. PARABÉNS a todos os autores! O livro é lindo!

NATUREZA E AMBIENTE




A secção Natureza e Ambiente traz-nos um tema muito pertinente: o uso de agrotóxicos! Sabes o que são? Para que servem? Que riscos trazem? Que alternativas? Vamos explicar tudo!


Os agrotóxicos são produtos químicos que se deitam na terra ou nos alimentos para matar ervas, insetos ou outros bichos ou ainda para fazer com que as frutas e os legumes cresçam mais. Antigamente, usavam-se produtos mais naturais (como o sulfato de cobre) mas com a industrialização da agricultura começaram a usar-se produtos mais agressivos e perigosos (como o glifosato e outros).

O problema destes produtos é que contaminam os alimentos que comemos, mas também a água e o solo, e por isso é tão difícil perceber o seu verdadeiro impacto na Natureza. Mas já se sabe que estes produtos provocam doenças como o cancro, alergias, infertilidade, arritmias e muitas outras. Além disso, ao matar muitas espécies de plantas e animais, reduzem a biodiversidade e eliminam espécies essenciais à nossa sobrevivência, como por exemplo, as abelhas. Segundo um estudo de 2019, da Dirty Dozen, os alimentos com mais pesticidas são os morangos, os espinafres, as couves, as nectarinas, as maçãs e as uvas, os pêssegos e as cerejas.

E o que podemos fazer? Podemos comprar no mercado local, sempre que possível, alimentos biológicos, cultivados pelos agricultores que vivem perto de nós. Assim, dinamizamos a economia local e comemos alimentos de melhor qualidade! Na agricultura devemos utilizar técnicas amigas do ambiente, como a compostagem, a rotação das culturas ou a diversidade nas plantações (plantas que se “ajudam” umas às outras).

E na nossa escola? E nas nossas ruas? Quisemos saber se os espaços exteriores por onde passamos são pulverizados com estes químicos. Enviámos um e-mail à diretora do Agrupamento que nos garantiu que a escola nunca utilizou monda química. Falámos também com a Ana Faria, Coordenadora Municipal da Proteção Civil de Castelo de Vide, que nos disse que utilizam um produto à base de uma diluição de ácido acético (vinagre), não sendo considerado um produto perigoso para a saúde. Acrescentou que quando é necessário a aplicação de produtos mais específicos, o município contrata uma empresa especializada para aplicar esses produtos.




SUGESTÕES LITERÁRIAS




CONTA-ME HISTÓRIAS

DAQUI ALI

de Isabel Minhós Martins e Yara Kono

Editora Planeta Tangerina

Um bebé, aqui. E tanta coisa do outro lado, a um passo, ali. Uma vontade começa então a crescer dentro do bebé: ir daqui, ali. Ali, onde há bola, onde há pão, onde há música, onde há chão. Ali, onde mora a liberdade (pois então). Daqui até ali a distância é grande, tão grande como a que vai de bebé a menino. Será que vai correr tudo bem?



JÁ SEI LER

A MENINA DO MAR - Edição Especial

de Sophia de Mello Breyner Andresen e Sarah Affonso

Porto Editora

A Menina do Mar é o primeiro conto de Sophia para a infância e foi editado, pela primeira vez, em 1958. Tendo a praia como cenário, este conto revela-nos uma história de amizade entre um rapaz e a Menina do Mar. Cada um vive no seu mundo, o rapaz na terra e a menina no mar, mas a curiosidade de ambos leva-os a querer partilhar essas diferenças.



GRANDE LEITOR

O DESVIO

de Ana Pessoa e Bernardo P. Carvalho

Editora Planeta Tangerina

É verão. Os pais foram de férias. Os amigos também. A namorada pediu-lhe um tempo. Miguel tem a casa só para si. Vê televisão, joga computador, lê o livro de código. O mundo parece suspenso no meio do calor. “Tudo o que quero é que nada aconteça. Que tudo  permaneça como está. O planeta muito quieto. Com a sua lei da gravidade, as suas regras de trânsito.” Esta novela gráfica venceu o prémio de Melhor Obra de Ilustrador Português, no Festival Amadora BD em 2020.



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